13/05/2015

É esta a (des)educação

Imagem retirada da internet
Hoje de manhã assisti a este vídeo.
Foram 13:17 minutos de chapadas, murros e sabe-se lá mais o quê.
Vejo a indignação nas redes sociais, pessoas a sugerir violência contra violência mas este é o retrato da educação dos jovens de hoje em dia, ou maior parte deles.
Partindo de uma educação libertina ( porque hoje não se pode dar um belo par de estalos porque a criança fica psicologicamente afectada) os paizinhos deixam estas meninas fazer tudo o que querem, verem tudo o que querem na televisão, vestirem-se da forma que bem lhes apetece e experimentarem tudo o que querem. Desde tabaco a álcool. Qual é o problema? É tudo normal, os tempos antigos já lá vão.
As cadeias de televisão também não ajudam, pois durante 24 horas as nossas crianças são bombardeadas com todo o tipo de programas, programas que no meu tempo davam em transmissão codificada ou em casas com antena parabólica.
Mas qual é o problema? É normal. Deixem ver as meninas tudo o que querem, para conhecerem o mundo real. Ora essa, não podem viver numa redoma!
E as roupas? Calções com a bordas do rabo à mostra, tops com umbigos à mostra, tudo o que as meninas querem as meninas têm. Então? Não podem ser discriminadas na escola por não serem carneiros amestrados iguais às amigas. Mais tarde os danos psicológicos são profundos. Tudo isto é normal. É moda! Mas não vejo estas modas em casas como Armani, Burberrys, Michael Kors, Marc Jacobs, Gucci, YSL, Carolina Herrera ou outros. O próprio Marc Jacobs diz o seguinte: "Young girls need to learn that sexinness isn´t about being naked." Mas elas hoje em dia andam para aí sem qualquer tipo de pudor. Pudor? Isso do pudor é coisa do tempo dos nossos avós. Já não se usa. Que disparate!
Gostava de ver uma destas meninas a irem a uma entrevista de emprego vestidas da forma que se vestem hoje. Mas isto é uma realidade ainda distante, não vamos preparar esta criançada para estes dilemas agora. Depois ficam "stressados" e nem conseguem dormir.
E os rapazes? Sinceramente, o regime obrigatório da tropa faz falta. Mas hoje em dia o mais importante é a "religião" do "swag", dos jogos de vídeo, do "curte a tripe" até mais não. O amanhã logo se vê e assim vão estes projectos de homem crescendo sem qualquer tipo de noção de futuro.
Eu quando vi o vídeo, perguntei várias vezes, mas onde andam os pais desta gente? Será que eles têm noção do que os filhos fazem? Serão pais presentes? Que tipo de educação dão? Estarão envolvidos no acompanhamento dos filhos? Qual o exemplo que dão em casa?
A minha mãe nasceu em 1934 e o meu pai em 1912. Podem imaginar que a educação foi severa, desde não poder falar à mesa quando estavam adultos presentes, não havia televisão ligada durante a refeição, certas obrigações por obriga mesmo e roupas levavam escrutineo rigoroso. Lá porque os outros tinham, eu não tinha que ter e tinha de andar minimamente composta.
Quando comecei a trabalhar, comprei aquilo que eu gostava, mas sempre tive pudor com o meu corpo, na forma de vestir, adoptei um estilo clássico mas requintado.
Existem certas atitudes que eu como mãe não vou tomar com as minhas filhas, mas também não vai haver cá libertinagem.
O meu marido teve uma educação diferente dos pais, mas tudo na base do respeito e da responsabilidade. Sempre teve tudo, mas quando os pais podiam e se ele merecia.
Somos mimados, mas por carinho, amor e gostamos os dois de ter coisas boas, mas temos noção quando se pode e quando não se pode. Não vivemos do culto da imagem, nem nos consideramos carneiros iguais aos outros, conforme o mundo dita a regra.
Gostava imenso que a minha filha iniciasse ballett, penso que seria uma actividade que ajudaria a desenvolver o corpo, a disciplina, a respiração mas ao ver este vídeo, pondero sinceramente numa arte marcial ou auto defesa.
Ela nem três anos tem e já lhe digo para não deixar que lhe batam ou façam mal. 
É lógico que as bestas que aparecem neste vídeo - não consigo dourar a pílula - não são exemplo para ninguém mas a realidade em muitos locais.
Também tenho a realidade oposta, raparigas que convivem comigo desde a adolescência e que agora são adultas, mas primam por uma educação esmerada, que aos olhos da sociedade é retrógada, "quadrada" e sem sentido. A realidade, apesar de não serem perfeitas e também terem os seus devaneios, é que olho para elas e desejo que a minha filha se torne como elas. Educada, amiga, responsável, que tenha pudor, que não seja consumista, que saiba respeitar os pais, família, professores e superiores.
Não há mal nenhum em desejar isto, não é uma utopia e sim é possível.
Ainda ontem dizia à minha mãe que as crianças devem ser educadas na base do bom exemplo, se não houver exemplo dos pais como querem bons filhos?

2 comentários:

  1. Ora ai está uma grande verdade, não podia concordar mais contigo!!!

    Beijinho*

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  2. A violência faz parte do ser humano desde sempre.
    Atualmente vivemos numa sociedade mais global e mediatiza-se muito os dramas e tragédias.

    É o preço da informação rápida, da Net e dos tempos que vivemos.

    Há que tentar manter o equilibrio,mas nossos filhos serão diferentes de nós, na certa pois o ambiente nada tem a ver.

    Beijinhos

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