19/11/2009

Porto (com) Sentido


Há uns dias comecei o dia com aquele eterno sucesso do Rui Veloso, intitulado Porto Sentido.
Não sei qual a vossa opinião, mas começo a achar que o Porto é realmente outro mundo, pela forma de estar das pessoas, pela amizade e camaradagem e espírito de união nas empresas, pelas ruas e pelas paisagens.
Se formos a colocar isto no plano feminino e isto eu já venho a constatar desde os tempos em que trabalhava na Dielmar, as mulheres do Porto andam sempre nos trinques, bem arranjadas, pouco maquilhadas e não deixam de ser mulheres lindíssimas.
Em relação aos homens, penso que seja um pouco de extremos, pois já vi ir do mais chique possível até ao mais bimbo que exista à face da terra.
Existe uma formiga da labuta jurídica do Porto que esporadicamente nos visita aqui na capital, é o típico exemplo da super mulher do Porto e quando entra pelo office a dentro, faz-me sentir que ainda tenho de comer muitos Danoninhos.
Aparece sempre de imagem imaculada e não é como as zonzocas cá do prédio, clássica mas sempre com artigos da moda actual, com pouca maquilhagem e um cabelo de fazer inveja à comum mortal.
Penso que as mulheres lisboetas descuram a sua imagem...
Hoje em dia é impossível levar uma peça ligeiramente mais arrojada para o local de trabalho e combinar isso com um estilo clássico, pois tudo aquilo que foge a fatinhos da Zara ou da Massimo Dutti (citando a Dr.ª VC) é visto como uma transgressão ao wear to work.
Possívelmente, em Manhattan as zonzocas lisboetas seriam vistas como bimbas, porque mulher de negócios, advogada, administrativa, engenheira, arquitecta andam sempre no último grito da moda, ousam peças fashionistas, saltos acima dos oito centímetros (claro, também não têm calçada portuguesa que lhes lixe os saltos) e nada é exagero.
Costumo ver uma série que passa no Fox Life, que se chama Cashmere Mafia. Infelizmente, só teve uma pequena temporada, cessou a transmissão na TV devido às greves dos guionistas de Hollywood.
Na minha opinião? Aquelas quatro metem as mulheres do Sexo e a Cidade a um canto, pois a série não gira apenas em torno das aventuras e problemas amorosos.
Adoro ver a combinação das roupas, os sapatos, as malas e tudo aquilo que faz parte dos objectos de desejo feminino.
Se uma mulher se vestisse assim em Lisboa? Ui... Nem quero pensar, talvez levasse um comentário como eu levei há uns anos atrás, que estava bem vestida demais para ir para trabalhar.
As mulheres do Porto são diferentes, não se importam de ousar pela originalidade, usar com segurança os trapinhos que têm e desculpem-me as lisboetas, são bem mais bonitas do que outras mulheres de Portugal.

17 comentários:

  1. Cashmere Mafia... só teve 8 episódios, mas era algo fora do normal, viciava!
    Adoro o Sexo e a Cidade, mas a Cashmere Mafia, como tu dizes, colocava as outras a um canto!
    Tive uma pena de não continuar...

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  2. Não me importo de ser uma mulher de Lisboa, então!
    Porque se estas mulheres da imagem são do Porto, acho-as pirosas! :D

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  3. wow mas quanto elogio... e olha, cá pra nós... como eu abomino esse estilo fatinho Massimo Dutti, haja originalidade!
    gostei do texto
    beijinhos de uma mulher do norte!

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  4. Acredita q o q estás a dizer é mito ;)

    Bjs de uma
    Moura a viver no meio das tripeiras..

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  5. Enquanto mulher da cidade do Porto, devo dizer que sinto-me lisonjeada...lol

    No entanto, acho que mulheres com classe com um toque de originalidade há um pouco por todo o lado, quer seja no Porto, Lisboa, etc.

    Também gostava de ver essa série!

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  6. Mais produzidas, são é mais produzidas. Depois há quem aprecie os efeitos especiais do Spielberg e quem prefira a crueza Almodovar. Um dia bates-me de tanto te contestar. Eheheh.

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  7. Há mulheres fabulosas independentemente da origem, tal como existem verdadeiros estropícios em qualquer lugar. Mas o local onde vejo mulheres mais bonitas por metro quadrado (e numa proporção maior do que as bimbas) é em Madrid. Aí, cara amiga, parece que tiveram todos um curso de como se arranjarem bem.

    Beijoca!

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  8. Concordo com o post. Pelo lado masculino e também feminino. Há mais abertura no norte. Sobretudo mais arrojo. Uma tendência mais natural a acompanhar-se a moda de uma forma desprendida, despretenciosa, sem complexos nem preconceitos ou estereotipos. É um facto que há mt quem caia no exagero. É um facto q há mt quem marque pela diferença no bom gosto. Sou da linha de Cascais, mas tenho muito contacto com o Norte. Cá em baixo anda tudo de igual. Principalmente homens. Faz confusão. Sapatos vela Rockport, o mocassin, mts vezes o berloque. Falta de individualismo e falta de coragem p se sair da norma. Estiveste bem Pepper. Bjs ;)

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  9. Ahhh por isso andas desaparecida, nem 2 dedinhos de conversa consegui ter mais :)

    Um Beijinho enorme...
    Eduarda
    Be in ♥ love

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  10. ...PS: Adoro essa serie, mas estão sempre a passar os mesmos episódios... mas vejo e vejo :) espero que voltem com nova temporada...

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  11. Só podia!
    As mulheres do Nuorte são aquela base...
    Palavra de tripeira!! ;)

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  12. Que prefere o Sr Vilãozinho? "os efeitos especiais do Spielberg e quem prefira a crueza Almodovar."?lol

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  13. Bem...

    Concordo com o b.vilão.
    Rainhas da produção, sem dúvida!!
    E fazem muito bem!!

    Eu prefiro acreditar no meu encanto de algarvia desterrada. Estou/sou boa em todo o lado :)))

    Beijocas.

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  14. nada como chegar de NY e ter um elogio destes à minha espera lol o que faz as pessoas realmente bonitas aqui no norte é mesmo aquilo que as pessoas são! autênticas e amigas! Ainda não se perdeu isso, o que nos torna bem especiais! E um bem haja para a Pepper!!!!

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  15. Para vestir bem não basta ter bom gosto, há que ter dinheiro e no Norte há sempre mais que no Sul...
    Jokas

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  16. Ma qualidade de Homem que viveu 7 anos no Porto e agora há 3 em Lisboa, confesso que concordo que a mulher do Norte se produz mais e melhor.
    Há factores que acho que contribuem para isso, as principais fabricas de moda (roupa, calçado, acessórios) estão no norte.
    Dinheiro há menos no norte, mas há mais variedade e mais barato, por isso ainda hoje faço as minhas compras no Porto.
    Sou do centro, por isso espero estar a ser isento, motivo pelo qual também não comento sobre os homens.

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  17. Bom... Sou africana, criada em Lisboa, com experiência profissional no Porto, cidade que me encanta desde sempre. À parte isso, tenho tido colegas (de academia e de trabalho) nortenhas. Já vi mulheres lindas no Porto, bem como outras que não. Em Lisboa passa-se o mesmo. Falo do que vejo de dia, nas ruas, nas empresas e em algumas festas entre amigos, que as noites das cidades não estou capaz de comparar. Não noto muito isso que dizes. Não acho tanto assim que uma executiva do norte exagere na sua imagem (como poderia calhar a achar, sendo algo lisboeta) nem que a mulher de Lisboa descure assim tanto da sua imagem. Mas posso admitir que, na tentativa de traçar uma maioria estatística, talvez por cá haja maior tendência para o prático, para o apanhar dos cabelos, para o arregaçar das mangas, para o evitar dos saltos que, precisamente, põem as mulheres aos saltinhos pela rua, ao invés de caminhar com elegância, o que começa a ser difícil após horas de correria por uma cidade difícil. Poderá ser isso... Isso, e uma certa masculinização que vem dos anos 80 e ainda perdura nalgumas, mas não em todas. Isto, e/ou talvez a falta de uma comparação exacta entre as zonas mais comparáveis de Lisboa e Porto, e entre estatutos profissionais idênticos. Tenho por chefe uma mulher que, apesar de nascida em Lisboa, reside no Porto há tanto tempo que bem se nota na voz. É uma profissional de topo, única no seu sector, especialíssima senhora, de mil encantos e muito valor. But still, veste de uma maneira que me chega a preocupar. E se eu não conhecesse o Porto talvez pensasse que fora a cidade a estragá-la. Pois está claro que não acho nada disso, assim como não acho tão grande diferença daí para aqui. O que eu acho, é que é fácil tecermos conclusões um cadito enviosadas quando residimos num sítio e visitamos outro. Mas enfim... Esse há-de ser sempre o que ao turista resta: observar e fazer a sua história de acordo com o que observa. Este teu texto vale pelo que de positivo e orgulhoso traz à mulher do norte, e que certamente o merece, como tantas outras. E pôs-me a reflectir! :-)
    Um abraço.

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