05/06/2009

Eu e o Rock

Confesso que sou uma apaixonada por música...
Mal sabia andar e já colocava uma escova na mão a fingir de microfone a tentar cantar temas como "Bem Bom" das Doce, "Chiclete" dos Táxi, "Super Trouper" dos Abba, "I was made for loving you" dos Kiss e tantas outras que percorreram a minha infância.
Talvez seja um pouco estranho, mas eu não ligava muito aos Ministars, nem aos Onda Choc eu gostava mesmo era de ouvir as cassettes, que os meus primos mais velhos ouviam nos míticos Walkman da Sony.
Foi graças a eles que eu me apaixonei pelos The Cars, pelos ZZTOP, Led Zeppelin, AC/DC e tantas outras bandas míticas, enquanto os miúdos da minha escola ouviam aquilo que não me entusismava nadinha...
Lá por casa, existem inúmeros cd's, vinis, cd's cheios de mp3, de versões live, de versões maxi e até de bootlegs e para quem não saiba, isto não tem nada a ver com botas, dá-se o nome de bootleg àquelas faixas não editadas e altamente piratas.
Já mos pediram muitas vezes, mas eu sou apologista de que estas coisas devem ser para uso caseiro...
Antigamente, na altura em que o mIRC estava na berra, fundei o canal #Rockmix, onde costumava parar mais uns quantos rockeiros e falávamos sobre o tema, combinávamos as idas ao 2001 (Era brutal!) e às noites do Rockmix no Bauhaus e trocávamos faixas de mp3, um pouco como os miudos antigamente trocavam cromos de futebol.
E muito mp3 eu troquei, nas tardes e noites passadas naquele canal de rock, até porque estava com um braço engessado e estava de baixa.
Este amor ao Rock velhinho tem muito que se lhe diga, e era tanto que não falhava um programa da antiga Rádio Marginal com a Cláudia Arauz, que mal sabia dizer os nomes das faixas e lá tinha eu de ligar para a rádio a saber.
Este amor ao Rock velhinho dura até aos dias de hoje e durará possivelmente para sempre...
É que para a dita caderneta de mp3, o que importava era ouvir, reter os nomes das músicas, o nome das bandas e saber mais sobre a sua história, procurar sons novos e dançármos que nem uns doidos na sala, no quarto, no carro ou onde quer que estivéssemos a ouvir rock.
Eu era peça assente nas noites do Rock no Bauhaus, tanto que o meu nome constava daquela lista e eu já não ficava eternamente à espera do sim do porteiro.
Era entrar e desbundar até às sete da manhã,de ficar doida quando passavam o "MEU" som, que na altura eram os Harlequin com a malha "I did it for love", de a cantar até ficar rouca e confesso que ainda hoje este som mexe muito comigo.
Escrevi este post hoje, na primeira sexta-feira do mês, na noite da loucura do Rock naquela discoteca que me trás inúmeras recordações, a primeira saída nocturna e o primeiro beijo. Não pensem muito! Eu nunca fui precoce nestas coisas...
Portanto! Meus caros rockeiros! Aproveitem esta noite por mim...

2 comentários:

  1. Olha!!! tinha-me passado este post...
    Não sou assim tão fanático (nem tão entendido) por música (e já tenho mais uns anitos do que tu), mas são tudo "gandasmúsicas". Do tempo em que eu tinha pachorra pa ficar duas horas deitado no chão, com um "tijolo", a gravar cassetes da "Correio da Manhã, Rádio". Tenho um HD externo com Mp3 dessa época (e muitas mais) que "saquei" da net logo que tive oportunidade e ainda há dias "obtive" a discografia completa dos dinossauros "The Byrd" (de uns senhores chamados Roger McGuinn e David Crosby). Aprendi a gostar já eles tinham desaparecido e, por isso, nunca tinha tido um disco deles.
    Hoje é fácil "sacar" Mp3 com o e-Mule, mas nos idos anos 80 ainda não havia nada disso. Quanto muito havia lá por casa um ZX Spectrum, de 48K, que dava para jogar Pac Man, Moon Cresta, Galaxian Abductor's... Mas músicas, comprava-se o "vinil", ou gravava-se das rádios piratas, as únicas que passavam música boa sem interrupções.
    Belos tempos dos concertos no Dramático de Cascais, onde o fumo era tão "cerrado", que até a "bófia" andava "pedrada" :D.
    Pena que nesse tempo havia tão pouco "guito"... eu passava a vida a deitar contas à vida e parece que sobrava sempre muito mês ao fim de cada ordenado, o que tornava a vida uma aventura ainda mais "empolgante" (daaa-se!) :D

    Beijinho

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  2. Pois tu és rock e eu sou mais pop.
    :)
    A minha aprendizagem não aconteceu com malta mais velha mas também passou por ela. No alto dos meus 15 anos, as rádios piratas bombavam e tive a sorte de conhecer "uns malandros" que debitavam música do demo no alto de um prédio dos Olivais.
    Apanhava o 21 e saía lá, entretendo-me com dois amigos (um deles na BBC de London, outro não sei dele).
    Havia um truque que era uma extensa lista de todos os discos que um armazém europeu tinha. Estamos a falar de 200 folhas A4 com corpo 7.
    Cada um escolhia 1 vinil e como eramos alguns, todos os meses recebiamos um belo caixote com 30 ou mais discos que, logicamente, não havia por cá. Depois era uma maratona de k7s.
    E foi assim que tudo começou.
    :)
    Saudades.

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